Biografia da Autora

Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Autora dos livros "Nequice: Lapso na Função Supressora" (Editora Penalux, 2018) e "TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada" (Editora Penalux, 2017).

Editora do projeto editorial O Último Leitor Morreu (conheça o projeto e as publicações). Escreve desde os 11 anos e começou a atuar nos meios digitais, com blogs de poesias e participações em diversas revistas e projetos literários, em 2007.

Contato: camila.passatuto@gmail.com


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A busca

Ele espiou o receio e afastou a alma
Delicado que era, seduziu liberdade.
Sem permanecer, ficou, dos raros
Rompeu-se de governo... Alumiou.

Das estantes unidas pelo falso ar
Equilibrou seu destino nos livros
Era hora, era tempo e minuto.
Esqueceu perigo e de seda foi.

Das grades que impôs o mestre
Era denso apenas o mínimo
Pois ele voou
Por entre...
E se acabou.

By Camila Passatuto

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Assassino 562


A saliva sob os olhos da vítima
É inverso destino oprimido
Enquadrado em feixes...
Alvo sorrateiro.

Descarna
Distante do nojo.
Abre-te prensado
Na vastidão de sorrir.

A infância decodificada
No romper de luz
Entre graves e agudos
Dos meios penitenciais.

Sistema de manco pensar
Liberta o demente
De olhos vendados
Em apostos de adjetivos cálidos.

Resta no começo
O fim de algum feitiço
Pranto eterno de mãe
E cego de paz no divã.

By Camila Passatuto

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mudança

Pensei em viajar para a Colômbia e criar ervas daninhas em meus canteiros laterais, pagar as contas com as folhas amassadas que forram as gavetas...
Eu pensei em mudar meus ares, meus pais, a cor dos chinelos e meus lares.

Porque já fui tanta gente em tanta vida, que por olhar em espelhos de retrovisores inimigos, quero eu, em dois segundos ser cinco mentes que confirmam diferentes verdades... eu pensei em libertar as insônias do saber e perambular sem pernas pelo bosque de cimento queimado...

Mudar... Por que não? Pintar minha mulher com tinta lilás, retratá-la em minha moldura antiga, sem o gozo da preocupação de suas pernas abertas em cintilante desconforto de menina. Eu pensei em mudar de amigos, se esses existissem, mudaria de bairro, conheceria o sabor de novos pães e amanteigados...

Eu juro que pensei que o melhor seria metamorfose sintética de nós... pensei em mudar de Brasil, de São Paulo, de você e de mim, de Deus e de filhos, de drogas e bebidas, de putas e altares...

Sento ao pé da goiabeira, observo os túmulos tão sempre os mesmos, dos mesmos mortos incapazes...
E eu, meu amor, hoje pensei em mudar... Porque ainda, mesmo descalço de mundo, em mim... vida há.

By Camila Passatuto

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

En chemin

Não foi o meu caminho torto, foram os meus pés - cansados ao tocar o mundo desde a primeira vez - que me guiaram por aí... Em tombos e voos sem voltas.
Minha juventude passou calada em gritos assustados de poeira; enquanto a estrada me corria, eu descansava garotas em mim e inventava o modo mítico de contar ao futuro o sentimento dos atos momentâneos que a vida esquece por ruelas sombrias.
Sonhei alto e cheguei às nuvens cedo demais, sem impostos de querer e cego daquilo que te revela.
Não foi o caminho torto que me levou ao penhasco dos verbetes e das viúvas excitadas... foram os meus sonhos controversos que sempre trouxe cá em minh’alma.

By Camila Passatuto

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sem poesia, menino-cão?


Consomem a sanidade que te resta
Eles não sabem, não podem imaginar
Exigem poesia dos dedos
Ignoram a obra de seus lábios trêmulos.

Manifestos imaturos rasgam simplicidade.
O poder que paralisa e amedronta
Anula o ritmo dos poucos versos.
Você quer correr e latir sem aterros.

Contamos as sílabas de tua alma
Faltam métricas em seu coração.
E sozinho grita na solitária:
Sou poeta, matuto e ladrão.

Consomem o distinto de tua calma
E você, menino, deitado em pé...
Escorado nos ideias de paz e sangue
Suspira blues no cinza de horizonte.

No lavabo escorre o que sustentaria
Os livros, a prosa e corpo sem esquina.
Anularam quase tudo de lobo em ti
Restou apenas o que é poesia.

By Camila Passatuto

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sem primavera e cigarros, esse ano (Parte I)

O suor é o que banha meu leito e o copo vazio decora minha vontade. Hoje, durante a tarde, um telefonema rompeu minha só-cidade e me lembrou das dívidas superficiais que deixamos mundo afora. Após o oposto do silêncio anterior, atirei-me pelo corredor que liga a sala à cozinha, as caras falsas à fome mórbida... Deitado e observando o teto mofado, pude perceber que somos anulados pelo que realmente existe, se assim dermos conta disso.
O mofo no teto existe, se faz presente e escuro, presente e fedorento... Mas a poesia das coisas não se deixa existir assim, tão puta aos olhos. A poesia de um vestidinho florido é talvez um pau excitado, ou uma inspiração de regalo... não se sabe ao certo onde e o que se faz de engenho à poesia das coisas. Em que lugar o universo guarda a poesia do andar de um homem manco, ou a poesia do operário sem salário, ou a poesia dos falsos artistas... Quantas formas terá uma apenas?
E fico estirado no chão observando atentamente se daquele momento foge essa essência, ah, meu deus  - grito – e a poesia dos poemas? Resolvo esquecer como covarde, tento a água do filtro de barro, mas quem vence é a garrafa de Martini.
Reparo meu corpo tombado em alma, sempre mal ajeitado ao universo paralelamente unificado de ninfetas. Ah, quem souber em mim algo, deveria me ligar. O telefone ronca de inanição. E o lance da poesia não morreu naquele sujo e úmido chão de corredor.
Masturbar-se é tedioso demais e qualquer orifício quente e úmido custa minha simpatia forçada ou umas notas mal cobradas.
Deito no leito de morte do dia. Cama da salvação do que passou, modernos e interruptos sonos... por que insurgem as dúvidas e qual motivos de tais relatos? O suor é consequência da frieza em mim, calefação humana que sofro por ser minha própria inexistência.
E posso escutar o coração bater tímido junto ao meu que se petrificou, apaguei, mas aqui permaneço. Ninguém pode me escutar? Capricharam na madeira e nas coroas de flores. E mesmo assim aqui estou, insatisfeito com o que virá e com a curta vida que não passou.

Sempre me cobraram algum livro que nunca fiz e histórias que nunca pude viver. A máquina de letras miúdas se nega a registrar minhas mentiras e do lado de fora de qualquer livraria haverá um filósofo doente, sujo e composto de éter. Ele irá questionar meus poemas e como pastor de butique ironizará meus contos e se o acaso permitir, uma pedra partirá a orelha esquerda do suposto Platão. Ninguém saberá de onde veio o arremesso, pois do céu apenas água, pois do chão apenas a submissa massagem dos pés e dos transeuntes apresados que correm relógios em si, pela Av. Paulista, não há pedras em suas mãos... apenas na composição das almas de alguns. E o filósofo gritará meu nome, jogará pragas em meus apostos mal colocados, em minhas criações não paridas e sobre os poemas com mais de três poesias cada, ele se ajoelhará, as mãos irão acariciar a orelha rubra do líquido amargo e nesse momento começa a acontecer minha breve história.
São cinco horas da manhã e tão jovem a data no calendário cristão que penso que a pedofilia de viver é um dos crimes mais cruéis à minha eterna fadiga. Na noite anterior não me sei do que fui, também não importa. Sento corcunda do lado esquerdo da cama, na mesa do computador alguns vestígios de poemas,  tento ler e a visão me castiga. Acho que era sobre política, meninas e a falsa realidade do futuro paulista.
Rimar talvez fosse necessário, mas o momento é de versos largos e peso sólido sobre palavras já conhecidas por todos. Já no trem,  reparo as pobres pessoas e suas histórias sem importância para quem busca algumas luzes londrinas e certas alucinações turcas. Estou perdido em egoísmo. E penso em paz, humanidade, amor, bebidas, salvação, imperialismo e tudo um monte de mais algumas coisas.
Estudar uma profissão é a minha principal insatisfação, não que eu queira apenas viver de literatura, mas me prostituir não vale tanto a pena para a felicidade surgir alva em minha fonte do prazer. Gosto dos verbetes e das formas, mas viver emocionando as pessoas... Não acredito tanto assim nos depoimentos cedidos aos meus textos. Sento em qualquer bar e bebo da minha bebida qualquer, esperando aquele momento em que o mundo comece a fazer parte do que sou e assim pensar que todos interpretam a vida como um poema contemporâneo.

By Camila Passatuto 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Maestria

Leia em artigos escuros as novidades.
Entenda, meu filho, o não e o talvez,
Pois de sim apenas o que de ti é, apenas.

Caminhe um pouco em cada lado da calçada
E manche os buracos dos fracos de preencher.
Assim entenderá um quase tudo daquilo que se pode.

Aproveite para observar o que resta na inexistência
Não siga  nem guie, não ouça... Gritar, inventar
Polemizar, desorganizar, gozar, poetar.

E coma o concreto, o moderno, o arcaico e o clássico.
Vomite o que é seu
E os faça tomar.

Amém.

By Camila Passatuto

Encarnações Primárias

Plantação de café,
Sempre foi muito pouco.
A terra em tudo que toco,
Entre o verde, tudo prende.

A cidade grande,
Sempre grande demais.
A alma que intimista vai
Volta expansão de vácuo, menina.

Minha pele se salga
É o mar, maresia
É falta
E nado em nadas de ti, de mim.

Imensidão e simplicidade
É ar
Dizem que fim
Mas morte e liberdade, esse lugar, esse sim.

By Camila Passatuto

A análise de três séculos e meio

Ordem que inexiste em momento
Nasce como esperança milenar, garota.
Em olhos azuis que açoitam o quintal,
Cascas de frutas na mente, atemporal.

Se pele em modernidade longe arrepia,
O sorriso de trabalhador atrapalha
Talvez
O ruim do triste de sua mentira.

Momento em ordem que existe
Em sós de correntes, és maluco.
E literatura mancará
Sem entender a prece de eunuco.

Torres que choram fumaça; evolui.
Volto ao início de algum século.
O ferro faz cidade de amores
O carvão incinera destinos ou rumores.

E marchamos sobre os versos, jour.
Esperando gerundismo futuro
Em analise-pomar do passado
Em poesia finalizada, assustada em regalo.

By Camila Passatuto 

domingo, 20 de novembro de 2011

Minha nossa, vida.


Vivo para o adeus das mãos quentes
Das crianças redondas, dos dentes
Das moças fáceis, dos vestidos
Das praças em fumaças, dos peixes.

Vivo para o esquecimento global
Dos meus versos, dos seus restos
Dos antigos, dos que não nascem
Dos maus vistos, dos decassílabos.

Vivo para a morte precoce que ronda
De noite com frio, de medo infantil
De poeira em espirro, de ar em suspiro
De rima torta, de segurança em escolta.

Vivo para a literatura da verdade atual
Espero no alto da sacada o carteiro,
Com as verdades capitalistas sem receio,
Descanso ao rasgar a vitalidade da mentira.

E só assim, com liberdade ou não,
Vivo meio poeta
Morro inteiro poesia.

By Camila Passatuto

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Academia esquizofrênica das letras


Estamos xaropes, nesse mundo doente,
Breves ao extremo; nuances permanentes.

Umbigo especial para o império sem métrica,
Luz que emana por Brasília em toda América.

Na academia das letras só esperam por ti,
Imortal qualquer um, das muitas folhas que perdi.

Se rimo é rebeldia e repressão
Que masturbo em frente ao anfitrião.

Estamos apneia, nesse mundo fumante;
De cacos e mentiras, sem poetas nem amantes.

Finalizo a brincadeira com a pergunta infantil
Qual valor da escrita desse pobre escritor bêbado e vadio?

By Camila Passatuto

sábado, 29 de outubro de 2011

XV

A camisa sufoca meu peito
Que nu respeita e espreita
E firme tomba a sobra
Dos ladrões atrasados.

Sol nasce expoente ao sul
E marchamos rumo à paz.
Eles estão sob pescoços...
Rolaram as jacas e os rivais

Nossas mulheres irão parir dor
E filhos de anciões corruptos.
As três bases serão apunhaladas;
Correremos livres - oportunos.

E a água clara que banha mente
Batizará a linhagem de guerreiros
Postos aos pés de suas virgens
Abençoados por licores faceiros.

Amansarei os perdidos, como poeta;
E todo sangue que embebeda
Será sanidade pela terra
E não mais ódio e nunca mais guerra.

By Camila Passatuto

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dezenove e meia geração

Assumo qualquer esquina,
Buzinas e passagens.

Velhos em sotaque de nós,
Olhares iluminados por telas.

Sementes por falta de páginas...
Os poetas estão marginais rasteiros.

Assumo os entulhos modernos
E penso no caminho falho.

Crianças sem adjetivos
Libertam em vos o futuro
Dos bê-a-bas matinais, amém.

By Camila Passatuto

domingo, 16 de outubro de 2011

Milênio de letras

Tudo está a princípio do fim.
Os versos miúdos morreram,
Tenho cansaço-respeito por ti...

Você pode sentir o eco que faço,
Brisa em tijolos literários.
E não iremos delirar em finitude, amor.

A poesia moderna passou
Apressada como puta em minha cama...
E sobra aqui o gozo esvanecido de poeira.

E tudo em nossa mente está
Em princípio do fim restaurado...
Da sobra de um gozo assustado de gramática por acaso.


By Camila Passatuto

domingo, 11 de setembro de 2011

Da boa

Poesia boa é a que fica no rascunho
Tem sabor e suor
Tem saliva e frescor
Boa é a poesia ejaculada no punho.


Poesia boa é a que começa sem querer
Sem pudor e mentira
Sem calma e esquiva
Boa é poesia que em ti nunca finda.


Poesia boa é aquela que me tropeça
Machuca o dedão
Sangra de alegria...


Boa mesmo é aquela que te eterniza.


By Camila Passatuto

domingo, 31 de julho de 2011

Existência 2.3 – Chegada ao cais.

Chego ao dia de hoje com o cansaço de uma vida montanhosa, a trilha são as portas que deixei de perceber; então toque em minhas maçanetas com carinho, desamor.
Chego ao dia de hoje com a respiração falha, com o coração sem potência, com a mente em torre de babel, os olhares sem foco no objeto que navalha-te... Estou cansado, minha menina... Estou cansado dos dias após dias... Embora jovem, o peso dos versos envelheceram-me e me apoio nas bengalas continentais do querer...  
Escondo sob os panos íntimos algumas verdades de folhas, adquiri um sorriso amarelado no canto da boca, talvez cigarro ou apenas uma força da tristeza querendo brincar de satisfação.
Ganhei algum poder místico, durante o que não tive... Nada especial para mim, mas aos desesperados um pouco de magia ao tocar em minhas mãos... Salvam-se e me perdem em loucura que mergulho de fobia e morro nos sonhos alheios da covardia do inimigo, eu peço calado que a confusão literária te acoberte, minha alma.
E chego ao dia de hoje, quase não chegando... Fico no passado como prova de contentamento, que um dia fui sorriso e medo pequeno. Chego ao hoje sem boa parte de mim, um terço nas mãos dos santos, um terço no batismo do regalo e o que sobra ficará no que é... Algum dia chego sem nada de mim, talvez o dia mais feliz, ou apenas o meu esquecido fim.

By Camila Passatuto

terça-feira, 26 de julho de 2011

Outrora amor.

Desaba entre nós
Certo incesto
O pai passado
O filho futuro.

Vejo-te, menina
Tão exausta
Depois, aos pés,
De ser minha.

Pai futuro,
Canta
Mar
Fino e aguado, amor.

Sentimos a batida.
Um romance
Réptil, demais,
Flamejante.

Filho do passado que sou
Vejo acalantar o desejo,
Olho-te sem motivos
Tento você em luz
Mas
É a outra
Que sempre vejo.


By Camila Passatuto

domingo, 24 de julho de 2011

Bang

Penso palavras luas
Escrevo palavras trevas.

Sinto pelamores e súplicas
Faço reza ao avesso e vejo.

Reviro os livros antigos,
Releio minhas utopias.

Poeta desde cedo
Agora literato com medo.

Preso ao dever de ser
Compram-me sonhos.

Não mais feliz, hoje
Escravo sem senhores.

Críticos cospem
Doces sabores.

Poema, sua poesia
não rima. (Dizem os porcos)

Calibro sentimentos
Um gole de relento.
...........................
Bang-Bang!
Na cabeça de poeta;
Pronto, poesia liberta.

By Camila Passatuto

A casa de vinhos desabou

A dor insurge e eleva.
Chega tão cedo ao abismo...
A casa de vinhos desabou;
Loucura patológica.

Nunca te quis na vitrola,
Esse soul, esse jazz...
Preferia solos progressivos
E tua beleza inicial rompendo meus prazeres.

Baby, a dor não limita.
O silêncio não gritou
E foi só mais um gole
Trago que te estragou.

Apagou-se o verde...
A vida prega peças
E seu ato final estreou.



“O jogo te levou”


E durante a solidão de si
Não entendeu
Nem estendeu.

Não levantou.

Amy não chorava,
Mas a música,
Mãe órfã,
Chorou...

By Camila Passatuto

terça-feira, 5 de julho de 2011

hoje e outros dias

Hoje me peguei feliz, com planos só para mim.
E essa coisa de liberdade? Talvez seja estar só de quem bem nos quer ou poder correr sem receio de deixar alguém para trás. Talvez eu esteja estrada nessa minha vida, talvez eu esteja passagem... Mas só de ida.
Hoje eu me notei mais forte, mãos ousadas para socar o vento, para acariciar a brisa... Hoje eu nem lembrei que por trás do meu sorriso há tantas feridas e que diante dos olhos turvos há outras vidas.
Hoje eu estava egoísta, escrevendo meus desejos na pele e rindo de quem passasse assustado olhando o desaparecer de um falso artista.
Hoje, tempo que chamo eterno, eu estava vida, vida depois de tanta morte minha...

By Camila Passatuto