Biografia da Autora
Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Autora dos livros "Nequice: Lapso na Função Supressora" (Editora Penalux, 2018) e "TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada" (Editora Penalux, 2017).
Editora do projeto editorial O Último Leitor Morreu (conheça o projeto e as publicações). Escreve desde os 11 anos e começou a atuar nos meios digitais, com blogs de poesias e participações em diversas revistas e projetos literários, em 2007.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Manque Quelque Chose
sábado, 11 de dezembro de 2010
Das contas não havidas
Ela reparou no olhar, em puro descaso com o pudor, observou minha face enrubescendo após mais um gole quente de uma bebida qualquer.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Canto Virgem, Ewá.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Na caixinha de sapato.
domingo, 7 de novembro de 2010
Conversa Sem Beira.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Ode à Ode
domingo, 31 de outubro de 2010
Existência 2.2
sábado, 23 de outubro de 2010
Contém urânio*
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Solidão em Sete Atos
sábado, 2 de outubro de 2010
Prece Poética
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Na conta
E mais versos compostos de nossas travessuras, sim.
Dias e noites com mais linhas tênues dos corpos, da gente.
Eu deveria ter sido o jornal daquela manhã, eu deveria...
No sofá, tomou alguma decisão sem consultar, ali está.
Falou que eu poderia não ter tais destinos, outros abrigos.
Eu é que deveria não assumir e sumir; negou a renuncia.
Eu deveria ter gravado seus solos imaginários, hoje só...
As raivas sem motivos, eu deveria ter dado alguns...
Para os beijos esquisitos, deveria ter invento mais um.
O abraço que anula todo o resto; o meu gosto repleto...
Eu deveria ter colado nossos laços em pacotes maiores.
Eu deveria ter logado nossa senha e queimado os papéis.
Eu deveria ter cuidado melhor de seus sonhos, meus também.
Eu deveria ter bebido mais de ti, ter sido o pra sempre Romeu.
Eu deveria ter sido mais épico, mais romântico... mais Orfeu.
By Camila Passatuto
domingo, 12 de setembro de 2010
Ideia
Cheia de si, instalou-se em mim. Gritou como fêmea raivosa e exigiu em claro som algo que não pude negar. Ela recitou um pedido que segue abaixo:
Ora, minha menina,
O tempo atrasa
Quando não percebemos,
Quando não fazemos nada.
Corre para seu papel,
O principal.
E tome posse da pena
Do tinteiro...
Faça de mim, algo
Que não salve só sua alma,
Mas o mundo inteiro.
Após essas palavras, tornei-me o que sou.
Alma vaga e mente liberta.
Alguns até dizem:
Essa é poeta.
By Camila Passatuto
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Espere, poeta...
Dias assim, de dor intensa, costumam ser produtivos para almas que se deliciam no desabor da culminância de vida. Dias assim transcendem.
Para completar minha mórbida vontade de criar, o cinza do céu ficou mais baixo, pude visualizar todos os fantasmas redentores, mais conhecidos como anjos. Esses não entenderam a face rancorosa que eu, sem a arte a encenação, atuava serenamente.
Em algum momento vibrei fraquinho o som que explica: “eu sinto dor, meus anjos, eu sinto a dor que destrói sorrisos.”
Após apreciarem a melodia suave, entreolharam-se, doaram risadas e foram embora, deixando apenas mais dor em meu peito. Anjos são isso. Deveria ter compreendido que eles nos salvam apenas com esperanças, só que hoje eu decidi não esperar por nada.
Mover não seria a solução, remover muito menos... Passei o dia na inquietude que assombra qualquer enfermo.
Quis escrever poesia, mas logo lembrei que não podia... Isso só iria piorar a dor que se por hora era física depois dos versos seria dor de alquimia...
Não pude abusar da musa, estava precisando era de seus abusos em carinhos e cura em toques... Não quis mais escrever poesia, e isso não soou como regalia... Poeta quer verso que finda toda e qualquer dor, poeta quer viver verso para versar vivendo... Só que hoje fui mais além, neguei o que clamava aqui por dentro... Queria criar, mas não era verso que estava por nascer.
Percorri todos os cômodos da casa, cada um com suas lembranças em minhas paredes, eles se viram em mim, tatuados com meus sentimentos... Essa era a casa que me criou; esse o esconderijo que de tempos em tempos me injuriou.
Poderia criar um conto contando o que fui aqui, o que deixei de ser e o que eu quisesse contar, inventar mais sonhos e finalizar com esperança, só que lembrei que hoje eu não estava esperando mais nada... Resolvi deitar.
Meu cobertor, se ele pudesse dizer o quanto de amor por debaixo dele eu derramei... O quanto de felicidade eu trouxe para cá, nessa cabana que desde criança me abriga o sono. Viu-me crescer, sonhar, chorar, desejar e amar. Eu poderia escrever um livro com tudo o que ele viveu comigo, mas as lembranças machucam quando nelas está o passado de quem deveria ser presente e futuro.
Decidi descansar.
A dor sempre mais intensa com a calma do passar de cada segundo.
Respiração fraca, a glote quase fechada... Não reparei no que estava acontecendo, pois sonhava em relento, imaginava o meu amor aqui do lado, acariciando, confortando-me com um afago... Seus dedos virando meus cabelos e seus lábios na ponta de meu ouvido dizendo: “Cuidado, mas calma, estou aqui”. E meu sorriso nascendo esperançoso, cheio de vida, cheio do amor mais gostoso...
Respiração nula.
Glote totalmente fechada.
E não havia sorriso nem esperança, não havia musa ao lado de minha cama, porque hoje eu resolvi, por capricho de vida, ou de morte, não esperar por mais nada.
By Camila Passatuto
domingo, 5 de setembro de 2010
Desculpas de Poeta
Perdão ao leitor que leu e não gostou.
Não gostou de entender, compreende.
Não deleitou a possibilidade de criar.
Gritou: Ora! É tu, nobre, o autor...
Perdão ao mau entendedor de versos.
Que passou a profanar minh’alma,
Por não mais escapar das armadilhas.
Armadilhas obstinadas ao entender.
Perdão ao sonhador que se viu preso.
Preso em proposta de liberdade, livre.
Inquinado pelos sons do poema.
Sonhou ateu, sonhou plebeu...
Perdão às musas que não inspiraram.
Passaram cegas por meus olhos, assim.
Alvas demais, puras de vontade, pobres.
Sem cortes, sem versos. Ninfas egípcias.
Perdão aos sentimentos ocultos, sóbrios.
Que apenas em entrelinhas vivem, rainhas.
Comeram acentuadas dispersões do leitor,
Culpa do poeta que claro som não versa.
Perdão ao universo incorreto que consome.
Consome tudo que mistifico em almas...
Crio outros lugares, outros perdões,
Outros fins, como esse que se compõe.
By Camila Passatuto
sábado, 4 de setembro de 2010
Ao corpo.
Não respira satisfeito,
Não sorri,
Não desfalece no leito.
Todas as noites são claras
Em claro tormento.
A mente caiu.
O Espírito nem sempre eleva.
Você faz força para sorrir,
Você luta por esperança,
Você me pertence,
Corpo doente que balança.
Move o telégrafo dos prazeres
E nenhuma palavra de volta...
Você está cansado, velho amigo.
Tantos anos se decepcionando, cuidado.
As cenas que representam fortalezas.
Harmonia farsante,
Angustia desde a placenta, eu caí.
O Espírito nem sempre representa.
E você não pode mais caminhar.
As pernas tremem.
As mãos gelam, não sentem.
O peito dói, corpo balança.
Os dias que seriam de recuperação
Tornaram-se imersão.
Tempo vasto perdido.
Entre o clamar... O suplício.
Você pede ajuda, velho amigo.
Mas ocupados demais
Mas desajeitados demais.
Ninguém tem tempo, há volta...
Mais noites em claro penar.
Busca de algo.
Perdido entre almas,
Almas perdidas que não se acham.
E você chora, velho amigo.
Sou de ti inquilino.
Sou alma, tu me desde abrigo
E choro contigo; sofro a cada gemido.
E implora abrigo
E foge
E afasta
E se torna mais frio, esquisito.
.............................................................
N’alguma noite por vir
Na tristeza irá surgir
O desejo realizado
O corpo da alma libertado.
By Camila Passatuto
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Fracasso Moderno.
Permaneço imparcial,
Mas o que são parcelas?
O cartão venceu
Nas contas exatas.
O telefone toca,
Mais uma
Cobrança.
Exigência nossa.
Permaneço imparcial.
Os passos longos.
O corpo se movendo,
Cálido.
No chão mais um menino.
Permaneço espacial, olho.
Moedas, moelas... Tanto faz.
Ofereço de carinho breve.
Voltei para casa.
Juntei alguma riqueza,
Paguei as parcelas.
Mas falta o amor em minha mesa.
Acordo atordoado
Atrasei, acordei.
O mundo cinza
Exige polidez.
Hora do trabalho
Do que vale meu centavo?
Permaneço mais escravo.
Moedas, moelas... Escasso.
No chão mais um menino
Permaneço mais cansado
Ofereço de carinho breve
A rotina de vassalo.
Em casa o banho quente,
Masturbação não contente.
As contas, ponta de lápis,
Dias sem te ver, fico exigente.
O cartão venceu
Nas contas exatas.
No natal mando outro
Vai ler quando durmo nas escadas.
Da sacada de princesa
O ouro de mendigo
A realidade desse pobre
É cada verso que aqui digo.
Sem dinheiro, sem sonhos.
A fortuna é rasa,
Forma limites...
Expulsou-me de casa.
Permaneço louco vadio,
Na porta de algum banco,
Deitado em tímido canto.
Quando passa, peço um mango.
Olha sem jeito, reconhece tal sujeito.
Os lábios são os mesmos, desejos.
Moeda é o que joga no chão, agradeço.
Oferece de valor breve o que um dia não tinha preço.
By Camila Passatuto
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Insônia Travestida
Até o sono que foge,
Até o espelho, engole.
Insatisfeito, releio...
A obra que faço,
No meio,
Pernas.
Esqueço.
Não há o descanso,
Olhar não morre.
Noite intensa.
Dormir não pode.
Configuro paixões,
Dores e noites.
Combino tempos,
Eternos e discretos.
E tudo sente sua falta.
Até a conta que vencer,
Até as unhas por fazer.
Mel escorre lágrima.
No trabalho tudo certo,
Na ilusão eu peco.
Não permito o sono,
Culpa do teu abandono.
Hoje jogado na rua,
Lamentado, escorado.
Escrevo para mim.
Sempre foi assim...
E tudo sente sua falta.
Mas é desculpa de poeta...
Para não dizer a verdade.
Que só minh'alma chora essa louca saudade.
By Camila Passatuto
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ele/Ela
Não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja."
Belchior
Caminhou tão depressa que fez do caminho longo algo banal para o relógio. Estava na hora, não sabia ao certo que hora era aquela que por entre mistérios revelados escondia sua importância. Não sabia de nada, dos motivos que o moviam, das trapaças que com delicadeza sem sentir tropeçava. Que sem sentir... Amarrava.
Era um dia qualquer, com um compromisso qualquer. Abriu a porta de madeira que rangia feito uma fêmea mal devorada, sentou no sofá pouco confortável e tratou de banhar o ambiente com seu despretensioso olhar. Nada viu. Nada que o levasse ao delírio da transcendência infantil de tempos atrás.
Chega à sala quem um dia foi imã. Saia justa, uma camisa social quadriculada e os pés abraçados por um par de pares distintos de meia.
Ele a fitou discretamente, olhou como quem reprovasse aquela beleza molambenta, aquele cabelo longo e negro, aquela atmosfera de inocência ninfomaníaca em que ela sempre o envolvia. Ele, em um suspiro sem carisma, esnobou aquela breve criatura, tão breve que vivia em alta freqüência em seus pensamentos, que passava o dia todo pulando nas lembranças.
Ela carinhosamente despercebeu o esforço que ele fazia para manter no chão todos os sentimentos sórdidos, hoje chamados assim, tempos antes eram sonhos.
Ele percebeu que as horas eram desiguais para ambos.
Para ele aquele momento era o único segundo após o fim. Fim de anos, fim de intermináveis meses, fim de dias sem ela. O fim dos sonhos. Do sonho de ser dois, um, tudo, nada...
Para ela aquele momento era mais um segundo que pedia outros segundos, esse tempo que ainda falta. Tempo de espera, tempo de apostas infundadas, impensadas...
Dos desejos mal ditos, eram-se.
Ela nada tinha para falar. E ele pensava que ia escutar...uma palavra qualquer, um aviso implicante, um estilo de rompimento verbalizado e oficial.
Ela nada tinha em palavras.
Ele desejava.
Ela era seu imã, não importava a situação. Não importava o que se tornavam a cada tristeza ou esquecimento.
No ato mais solitário ele rompeu o silêncio. Rugiu o ambiente quando levantou do sofá. Ela estremeceu, pois tudo estaria prestes a acontecer. Tudo, Tudo que nem imaginava o quê.
Ele sabia que não agüentaria mais uma de suas meninices, as provocações e acusações sem nexos e arreios.
Resolveu tomar a atitude. Certas atitudes queimam. Mas estava disposto a incendiar, e quem ou o quê fosse frágil, iria virar cinza, cinza.
Ela estava disposta a gelar. O estomago já soprava os ventos nórdicos.
Ela, apenas, queria uma brisa que não ferisse a paisagem intocada do passado que, sem ele saber, ela o guardara intacto in memorian e no corpo e no quarto e na cama e nos versos que para ela eram dedicados e recitados por seus lábios toda noite, toda saudade, toda insanidade.
O ambiente daquele apartamento era de uma urbanização alarmante. Dois transeuntes prontos para se atropelarem. Uma placa de trânsito, roubada pelos dois nos tempos de amoras enlatadas, exposta um tanto torta na parede de textura um tanto grunge, é que assistia aquele quase engarrafamento de nada, de tudo.
Ele com a mão direita no bolso e a esquerda coçando a barba, parecia o mais centrado dos dois. Ela com a perna direita em cima do sofá, o corpo inclinado para ele de modo tímido e quase invisível, as mãos soltas, os seios firmes e algo mais a fazia ter um caráter despojado e dominador.
Mas qual dos dois iria ceder aos centímetros?
O medo de ambos de se machucarem. O medo do: não alheio, isso era contrastante, junto com a certeza da necessidade das infantis almas postas mais um vez em caminho comum.
Ela esperava o momento certo dele.
Ele esperava a certeza dela.
Eternamente o medo.
Eternamente aquele instante que não sabiam de nada, dos motivos que os moviam até aquilo, das trapaças do destino que com delicadeza sem sentir tropeçavam.
Que sem sentir se amarravam...
Qual dos dois?
Mas qual dos dois iria ceder aos centímetros?
Ele queria sonho, fechou os olhos.
Ela queria sonho, percebeu a recíproca antecipada daquele cara, que sempre antecipava, ejaculava nas preliminares, adivinhava suas dores e desejos, chegava em primeiro lugar em sua alma, até mesmo quando atrasava.
Eles queriam sonhar.
Eles queriam terminar aquele ato indeciso de desconhecidos... na cama, no café da manhã, na caricia após um murmuro, no torcer de nariz, nas brigas, no altar, nos filhos, nos problemas, no amor, nos problemas, em mais amor, na velhice, no cansaço, no orgulho, na felicidade, nas brigas, nos gozos, nos acidentes, nas sortes, na vida, na doação de suas mortes...
Mas ela esperava o momento certo dele.
E ele esperava a certeza dela...
sábado, 21 de agosto de 2010
Marinheiro
Das ondas traiçoeiras,
Das mortes,
Das perdas.
Sua imensidão não me cativa,
Não emociona,
Não me convida,
Fala-te, sussurro infernal.
Mar que invade meus sonhos.
Faz-me afogar, mar que entra,
Mar que sai, mar que é tormenta.
Mar que só traz a vontade de chorar.
Seus peixes não me alimentam,
Suas ondas só em quebra-peito.
Seu azul estonteia.
O que em ti reluz é alma fagueira
O mar que estranha,
Faz amores, ondeia paixões.
O mar que repete o linguajar, chuá
É o mesmo mar que me faz chorar...
Amaldiçoada vastidão em ti.
Seduz quem pode,
Leva para longe, leva.
Esconde meus botes.
Não navego, não velejo,
Não viajo em tua bravura.
Teu mistério se revela
Cúmplice de minha sepultura...
By Camila Passatuto
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
O Rei
Em meio aos bosques, procuro e não sei por onde anda a doce felicidade. Em mim, o que move, remove e comove quem vê, é apenas um vento frio que ocupa meu ser em dias constantes de penar.
O sorriso que trago, no estreito rosto, é singelo mistério, ninguém percebe...
E por entre apostas majestosas o meu corpo se lança, o riso sai fácil, a bebida entra lenta e amarga como a velocidade que me esquenta. Tudo tão irreal.
Nunca fingi tão bem.
Depois que partiste me tornei algo ruim, ruim para mim, ruim para a minha sóbria verdade; hoje sou de gosto peculiar para quem deseja provar e cuspir, e redimir em si a vontade do que é bom.
Nada está bem aqui. Não queria que soubesse disso. Não queria que imaginasse a minha dor, pois se imaginar corretamente vai sofrer parte do que sofro.
Sofrimento seu aumenta o meu. Desfaz o querer saber em ti.
Em meus aposentos, no meio da gélida madrugada, que conforta os sentimentos dos espectros amigos, esses que percorrem minha mente, meu corpo, minha sanidade doente, minha luxuria fétida, meu humilde presente caído em forças de si... É onde o sono tem medo e foge, é quando olho para dentro e vejo ruínas, lavas borbulhando, seres clamando por compaixão, lágrimas que em contato com o magma faz rocha em meu chão.
Sou isso, louco monstro da torre em transmutação, sem rumo e não só perdido, mas sim desviado a cada insensato torpor de tristeza.
É uma perda constante, sou eu navegante...
Não sei se imploro ajuda, não sei de nada...
Comigo, o sentido do futuro, não anda mais... É minha farsa tentando me convencer, é meu sujo orgulho tentando, de mim, tudo esconder.
Construí esse castelo de proporções amigáveis e com bases sólidas. O governo, que aqui regia, era sincero, com soldados armados de fidelidade e coragem.
Eu ainda possuo o meu reino, os papéis, as dívidas, as guerras... Eu ainda tenho tudo, ainda administro a província abandonada.
Eu ainda sou rei. Ainda decreto amor por aí. Eu ainda não percebi que o conto feliz da Idade Média não é mais aqui...
By Camila Passatuto