By Camila Passatuto
Biografia da Autora
Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Autora dos livros "Nequice: Lapso na Função Supressora" (Editora Penalux, 2018) e "TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada" (Editora Penalux, 2017).
Editora do projeto editorial O Último Leitor Morreu (conheça o projeto e as publicações). Escreve desde os 11 anos e começou a atuar nos meios digitais, com blogs de poesias e participações em diversas revistas e projetos literários, em 2007.
sábado, 7 de novembro de 2009
La Paix
By Camila Passatuto
sábado, 31 de outubro de 2009
Mot
Já me falei e não me entendi...Agora, refalo, reinvento as palavras para encontrar alguma que me anime...Sempre existe uma que me levanta...Então sento e espero por ela...Espero.
By Camila Passatuto
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Ser
Mãe; quero fazer da palavra o que vou comer, quero assumir paixões, provocar o poder, inventar pátios de colégios e crianças rosadas. Desejo percorrer cada vez mais fundo nessa minha mente estranha e inacabada, achar monstros pré-históricos, deuses modernos e solidões comunitárias. Vou dedilhar e todos escutarão minha desajeitada melodia, um tec tec, o soneto que conto e conto seus versos, poesia e matemática, vou humanizar tudo isso, vou ser escritora de almas, compositora desapropriada, certa no que nos convém.
Mãe, ser jovem é ser isso, não se assuste, eu quero e tenho muita fome de tragar alguma coisa que vai lembrar Poe e me fazer gritar Huxley. E os olhos manchados dos que estão por aí vão ser inspirações que entrarão por esses poros úmidos e fecundarão em intelecto perigoso, em soma em soma, em suma...vou fazer sonhos, transformar o mundo, mãe. Da desilusão vou fazer poema, do choro do homem sozinho vou fazer respirações pararem, da criança morta no tapete vai renascer emoções e ensinarei o amor. Mãe, vou mudar o mundo, vou ser o que sempre sonhei. Vou escrever a história que os homens querem viver, vou ser isso que se lê, vou ser a pequena e eterna: palavra.
By Camila Passatuto
sábado, 24 de outubro de 2009
Verdadeu
Gosto de não dar conselhos, conselhos sempre são falsos, risos sempre acomodados em interesses. Gosto de cuspir sinceridade, fazer chorar e nascer realmente em felicidade. Ah! Como é bom ser nonsense, viver aqui como sempre, aqui em corpo, em mente... Só posso entrar, as chaves se perderam, entre pela janela como vândala e escorregue na simples palavra não dita. Gosto de tudo que não tenha o brilho inicial como maior destaque, me atiça alguma dor que me faz poeta, uma história que cative minha imaginação, um sofrer que vou curar com amor.
E tudo se abafa, quando companhia é palavra escrita. E tudo vai se repedindo, filme mal feito, reprise sonsa, mas vamos reinventando um novo roteiro para as mesmas cenas, e um novo fim para a mesma seqüência. Gosto de ser essencial, quem não pode oferecer que me mate antes de jogar quem escrever ao lixo, insuportável.
Gosto de não ser, morrer um pouquinho e esquecer-se de lembrar, imaginar. É, gosto de apenas não gostar dessas coisas bem feitas. Gosto de ser assim, verdadeiramente Eu.
By Camila Passatuto
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Observações 1
domingo, 18 de outubro de 2009
Desajeito
As pessoas sempre tão as mesmas, sempre tão pessoas. Não existem mais anjos pelas ruas e eu quero ir embora daqui. Sentir-se deslocado no seu próprio ninho, pobre passarinho...Mas chegou a hora de querer dar a cara a tapas e florescer em outro jardim, talvez no seu jardim.
Não escutar o que a voz irritante tem a reclamar e a me desanimar. Não escutar o que tem a me humilhar e a me deprimir.
O peso disso tudo me esmaga, o cansaço do mesmo quarto, do mesmo correr de horas dos últimos 18 anos nesse mesmo incomodo lugar que me possui por desajeito de destino.
Isso não é mais meu, eu não sou mais disso...agradeço pelo ar que sempre tive aqui, mas hoje ele é escasso, o pouco que resta me conforta aos soluços.
Tudo me leva em lágrimas, não é tristeza...é desajeito de viver. Quando se descobre que não é mais isso, que seu tempo não corre mais aqui, sua alma pede outro reino, outro estreito de penar para voar.
A salvação vem de você, toda esperança que ganhei no cair de um olhar eu levo aqui comigo. E não importa o quanto de desespero queira nascer em mim, só preciso correr até você e renasço com a obrigação de ser feliz.
By Camila Passatuto
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Não!
sábado, 19 de setembro de 2009
Tanto
domingo, 13 de setembro de 2009
Correspondência Poética
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Conto de criança n°1
sábado, 29 de agosto de 2009
Nascer
Tudo começa a voltar a ser só metade, a ser um inacabado pensamento, um desfeito final... Sua abstinência machuca mais do que qualquer vício, coloca em ruína a concepção de qualquer projeto melodramatizado.
Não acontece, seu corpo sobrevoa, suas perguntas esqueceram do contexto, o seu contexto fugiu por alguma brecha da cabana. Procura telefones, investiga sobreviventes de sua amnésia momentânea; o que acha é apenas trapos de destinos possíveis em sonhos que desdobram por ali.
Ao clamar um nome, seu corpo cansado descansa de esperança, alguma salvação pode entrar pela porta, um anjo destemido e sem pudor. Ao permanecer diante de realidade, se assusta, imagina, replica... O anjo chega sem perguntas, o liberta de sua moralizante dor. Ao reclamar um nome, sua alma descansa cansada de angústia, nenhuma atormentação pode o tirar dali, um anjo destemido zela por ele.
By Camila Passatuto
sábado, 22 de agosto de 2009
Julho Breve*
Minha presença, junto com a dela, desfalecia em pleno inverno tropical. Eu voava, ela talvez estivesse imersa em sonhos ou sofrimentos, mas eu voava na imersão da garota e não importava qual fosse, eu sei que estava ali, em lugares que nunca percorri, mas ela me guiava com a respiração e me protegia com o simples não querer de acontecimentos.
By Camila Passatuto
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Fobia Minha
Não quero me afogar. Sentir. Conter-me de água, não quero me desesperar quando começar a afundar. Sentir e ressentir esse medo, quero sair seca do excitante mar de desarmonia que formou ali por adiante de meus pés. Pés úmidos, as lágrimas caíram, me molhei de mim, me afoguei de eu.
O desespero ainda toma conta, como um pai atencioso toma conta de sua ninfa desprotegida. A água chega e me transcende de mim, me excita com a fobia de densidade, com essa física de números racionais e com a vida submersa que me deseja.
Tenho medo e procuro no espaço atemporal uma escrita que não confunda, mas que não se explique, que não me desaponte, mas é tarde...a água bate no peito, e tudo me aperta, a água invade o nariz e meus pulmões e tudo escurece. Não mais grito, não mais evoluo, não mais, nada...
E acordo. É sonho ruim. É tempo bom para aprender a nadar.
By Camila Passatuto
domingo, 9 de agosto de 2009
Escrita de saudade
By Camila Passatuto
domingo, 26 de abril de 2009
Escrita 1802
Então, se algum dia sentir falta de algo, eu peço...tire de mim e se satisfaça por inteira.
Seu sorriso é o que me faz realmente feliz.
Hoje te ofereço toda a luz que emana, todo bom sentimento que minha alma possui; possui graças à você.
Hoje se sentir frio, leve todo o meu calor, mas sorria.
Se sentir medo, leve toda minha coragem, mas sorria.
Se houver lágrimas, leve todos os meus gestos carinhosos, mas sorria.
Se quiser gritar, pegue toda minha revolta, mas grite, mas mude, mas...sorria.
Se desejar cantar, leve meus discos e cante e dance sem vírgulas sem medo sem portas.
Se quiser amar, me leve em seus braços, caminhe comigo, me ensine, deixe tudo acontecer.
Mas sorria comigo.
Seu sorriso é o que me faz realmente feliz.
Então, receba todo o meu amor, se é piegas...se é muito fora de moda expor assim nossos sentimentos, não importa. Conselhos, conselhos, conselhos, conselho.
Todos somos meramente individualizados em corpos, mas leve minha alma, misture com a sua, nos faça e refaça, construa, brinque, sonhe e misture novamente; mas, meu amor, sempre sorria.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Feito para ler.
Parar de escrever e fazer o que tem que ser feito, pensamentos alternados e um esquecimento do recente minuto, dez coisas para administrar e um sentimento de descaso com o mundo. Um minuto depois...A revolução é a solução, mailing de influentes jornalistas, então só enviar a proposta já aceita, mas decorre em segundos a decepção de ser uma fatia de nada no livro dos desprazeres mundanos.
O que planejei para hoje? Deixar a memória e ler um livro...Cinco páginas e a concentração é inexistente. Escrever, mas esqueço a função da morfologia, não entendo os códigos e sou incapaz de formular uma frase.
Mais um minuto e desisto da respiração, interessante seria vegetar em área plana e analisar o que parece que nunca ouvi falar, porém sei na ponta da língua o que antigos sábios escreveram. Os espíritos sobrevoam, alguns se mostram grandes demais e o susto passa entre os vãos tímidos do éter.
Levanto e na sala me acomodo no sofá, mudo os canais...grito: Parem, existe algo errado...Mas deixe-me descobrir o que é.
Um copo d’água, passos para a cozinha, o líquido desce suave, retorno para sala e o controle some, estava entre os dedos, mas fantasmas existem, caro leitor.
No quarto a euforia toma conta, mas depois ela passa e me joga na mesmice sensação de embriagues autodidata. O ofício condena, então vago entre palavras tentando entender o que posso fazer para salvar a alma inquieta que o meu corpo abriga.
Abro os olhos, fecho as janelas...repenso em outra escrita, escrevo e a calmaria toma conta.
E agora o que resta é amar.
By Camila Passatuto
sábado, 8 de novembro de 2008
Mais uma de Saudade (Parte II)
Ainda sentia seus lábios se arrastando sobre os meus, minhas mãos dominando seus movimentos. O mundo girava em anti-horário e não pude notar, seu olhar consumia toda minha atenção.
Algum sentimento divino retirava meus pés do chão quando ouvia seus dizeres de amor, o coração batia em ritmo acelerado e a alegria tomava conta do momento.
Mais alguns passos e estaríamos do outro lado da ponte, a chuva deixava mais romântica a minha dor, ao pensar que poderia soltar sua mão e assim desconhecer o calor, os passos não se cumpriam...
Levando-me ao ponto mais alto de sua montanha mais íngreme, você atrasava o mundo, sem se importar com ninguém, me colocou diante de sua beleza e me cedeu teu amor de forma tão divina que os deuses do Olimpo deixavam jorrar seu gozo por entre as nuvens.
O mundo naquele momento recebia dos céus o nosso amor, eu apenas me agarrava a você como uma criança aflita e carente de tudo que o universo me roubou.
Adormeci, sonhei, procurei em sonhos Dante, ele me levaria a você, pois já sabia o caminho...mas ele ignorava o meu medo e fugia para dentro de sua própria ilusão. Acordei e ao meu lado desfalecia a minha garota, sorri e alguns passos me separavam da porta, e alguns metros me separavam da carência, e alguns quilometros me aproximavam de mais uma...mais uma escrita...mais uma de saudade.

By Camila Passatuto
domingo, 21 de setembro de 2008
Mais uma de Saudade (Parte I)
No rádio tocava Djavan “ .. te adoro em tudo, tudo, tudo...”, aumentei timidamente o volume e senti as gotas de chuva percutirem em harmonia com a canção. As luzes dos postes começavam a enfeitar minha despojada cena solitária que ia se desenrolando com uma certa cumplicidade, entre os elementos oferecidos ali e minha intensa saudade.
Se pudesse fecharia os olhos para imaginar seu rosto, mas isso não era necessário porque ela se materializava ali no banco do passageiro, em um subido espasmo quase desviei a direção do carro, mas me contive...não poderia imaginar, ela estava ao meu lado, minha mente a trouxera para mim, e o que fazer?
Mantive a calma, a chuva insistia em cair alegremente, zombando da minha situação.Perguntava-me a todo instante se aquilo não seria um fantasma que viera me buscar, pois sou dessas que provavelmente aos 27 não existirá mais no mundo, mas fantasma nenhum teria uma presença tão angelical como aquela...
Inclinei rosto para o lado e lá estava a minha garota a sorrir, com timidez nos lábios, sua pele branca desmentia qualquer repúdio de não-virgindade, os olhos magicamente me chamavam para mais perto e no tom mais apropriado ela me disse: “Amor, porque o susto? Não gostou de me ver?”. Ao ouvir aquelas palavras que soavam em um sotaque tentador e em uma delicadeza medieval, não pude conter um breve sorrir de alma e ela, como se conhecesse o ponto mais intimo de minha alma, sorriu com os olhos cheios de carinho.
Eu não mais guiava carro algum, não sentia a iluminação da cidade, não ouvia a chuva e desconhecia a existência de Djavan, Caetano e qualquer outro mané.
A única coisa que me passava pela cabeça era encostar o carro e poder entender tudo aquilo com um abraço. O coração acelerado, a respiração, que antes era inexistente, agora era intensa.
Estacionei o carro em uma rua qualquer, pude sentir seus olhos percorrerem o meu corpo e depois se fixarem em meus lábios. Eu queria só saber o que passava por sua mente, queria saber como poderia estar ali ao meu lado, tão possível, tão visível, tão linda e real.
Olhei em seus olhos e respondi à sua esquecida pergunta: “O meu susto é infantil e te ver é o que meus olhos mais desejam fazer quando sua imagem persiste em fugir”. Sem eu perceber ela se encostou em minha roupas, acariciou meu pescoço, percorreu seus dedos pelos meus lábios e rosto, sem pedir permissão desfez a distância entre nós com um delicado toque de bocas, que aos poucos se transformou em um beijo cheio de vontade, cheio de carinho e saudade. Pude sentir a textura indecifrável de sua língua deslizando, dançando sensualmente dentro da minha boca, a menina que me namorava, a menina que ali estava de sigla M.D. me mostrou um desejo antes desconhecido por minha pele. Assustei-me com o turbilhão de sentimentos e rompi com a farra das línguas, ela se agarrava em minhas pernas, pude sentir seus seios nos meus e a respiração da minha garota fazia suar meu rosto. Como se nossa ilha fosse aquele carro , como se minha saudade fosse a fonte das realizações, como se eu ainda não houvesse tido mais ninguém em minha vida, eu estava ali feito um filhote e aquela mulher seria a que me ensinaria a voar, a dar os primeiros passos, a ter o seu corpo pela primeira vez. Ela me conduzia com o olhar e num instante preciso disse: “ me ama?”, respondi sinceramente: “mais que tudo nessa vida, mais que minha própria vida, te amo e minha alma suplica e diz que preciso de você o quanto antes”, ela ainda se agarrava em minhas pernas, suas mãos estavam firmes, sua boca ainda estava a uma incrível distância inexistente que permitia nossa conversa, meu rosto ainda suava com sua respiração.
Olhou-me e mais uma vez e para alegria de meus ouvidos começou a falar: “Tenho que ir, ainda não é hora, mas saiba que estou sempre a te amar, te amo e isso é a única certeza que tenho, a saudade é grande, mas não maior que o meu amor por você, estou aqui para te mostrar que nunca te deixarei, te amo e você é quem eu quero para sempre ao meu lado”. Sem pensar no que falar, respondi: “ Se soubesse o quanto te amo, não partiria agora, ficaria comigo, fugiríamos...eu te amo, a cada segundo que passo sem você é uma descompassada tristeza, preciso de você a todo momento, se respiro é por um único motivo, porque te amo...você é minha vida e...sem você tudo é apenas um dia cinza e chuvoso” deixando cair uma lágrima, continuei: “Agradeço por estar em minha vida”.
Ela me olhava com tanta ternura que roubou de mim mais um sorriso de alma, ela se mostrava como uma divindade, talvez seria alguma deusa que fugia do Olimpo e viera me amar por piedade. Fechei os olhos e senti seu perfume, que não era perfume de frascos, mas sim perfume de espírito.
Ao abrir os olhos, quase cai por me desequilibrar...ela não estava mais ali...
Ela esteve ali?
Olhei desesperadamente pela rua, liguei o carro e a procurei, mas não existia sinal da minha garota por parte alguma. Desviei o olhar para um ponto qualquer do céu que ainda muito nublado conseguia me ceder uma pequena estrela, olhei a com a curiosidade de uma criança e deixei escapar umas palavras: “ é, olha o que ela me faz, mas sabe...é isso que me faz ter certeza que é ela a mulher da minha vida...e a cada dia, a cada minuto que a saudade aperta mais e mais, o meu amor fica mais forte...eu a amo e obrigada, Deus, por isso".
(continua...)
By Camila Passatuto
domingo, 14 de setembro de 2008
Je t'aime
Hoje não escrevo...Os temas não existem em meu dia-a-dia, e se existem eu os ignoro como se esses fossem uma vespa chata que perturba o sono do pobre mendigo sonolento...
Hoje minhas palavras têm direção, evocam um nome, despertam uma princesa, alimentam um sorriso, declaram uma saudade, glorificam um instante...
E se eu fosse parafrasear meus sentimentos, colocaria a menina de meus sonhos diante do papel. E se eu fosse rimar...e se eu fosse repetir...e se eu fosse explicar, colocaria o seu suor sobre as folhas e ali estaria a arte que iria me satisfazer por inteira.
Eu sempre vivia escrevendo pelas paredes da cidade, hoje eu vivo ensaiando frases para te encantar...roubando momentos do Senhor Tempo para poder estar um instante eterno ao seu lado...hoje eu vivo cantarolando seu nome, desenhando em mim suas promessas, edificando no espaço nossos planos, apagando minhas velhas escritas, escrevendo nosso novo caminho.
Talvez eu seja uma pseudoalgumacoisa, talvez eu não seja nada...mas quando posso ouvir sua voz, entender seus medos, despertar em você um tímido desejo é nesses momentos que me torno alguém no mundo.

By Camila Passatuto
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Escrevendo ao Mestre
Minha infância eu cantarolava com alguns primos mais velhos, na minha pré-adolescência já se tornava essencial me fazer um anti-projeto de grunge girl, no apogeu da adolescência eu queria ser você, mas queria ser tanta coisa, queria ser um tudo mas bem pequeno e encolhido.
Mas o tempo passou...Algumas pessoas me usaram, eu usei umas pessoas, eu usei algumas drogas, algumas drogas me usaram e eu ganhei uma lasca de experiência...
Eu envelheci espiritualmente e deixei de achar graça nas coisas engraçadas...
O mundo me quis de cara limpa, dizem aqui que é assim que se vive realmente, então me afastei de algumas artes, de alguns conceitos e fui viver limpa de idéias e construir minhas próprias ideologias e segui-las como um cão cego.Novamente me usaram e usaram o meu potencial de ser uma garota dramática, apagaram o meu brilho por instantes que me pareceram tão eternos, eu precisei me machucar para voltar a minha antiga realidade, mas não se vive o antigo...Afastei-me do seu som por pura falta de tempo, esqueci as portas e as legiões...
Há pouco tempo destruí todos os seus cd’s, não lembro de ter feito isso, mas aos cacos estavam todas as canções...
Hoje eu quis escutar Polly então coloquei o dvd para rodar... Eu sei que nunca vou poder ouvir isso sem derramar uma lágrima...
Hoje eu não sigo nada... Nem sei do que gosto... Meu gosto sempre foi muito escasso... Sempre só gostei de Nirvana.



By Camila Passatuto