Biografia da Autora

Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Autora do livro "TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada" (Editora Penalux, 2017). Escreve desde os 11 anos e começou atuar nos meios digitais, com blogs e participações em revistas digitais, em 2007. Alguns trabalhos e participações: 2010, e-book “Apenas o Necessário”, co-autora da Antologia de micro contos reunidos pela Poesis, em parceria com a ETC Bienal, Fundação Volkswagen e Governo do Estado de São Paulo; 2012, Antologia “Nossa história, nossos autores (Editora Scortecci); 2013, escritora exposta na mostra de Twiteratura no Sesc Santo Amaro.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Coisa de Poeta, Nega!


Devo estar rígido das ideias...
Eunuco com ilusões demais.

Ah! Ora, minha preta,
Esqueça sua tigela.

Na janela fajuta, vem,
Vem ver a rima correr.

(Penso)
Devo amargar meus antigos
Meus alinhos e leitores.

Ah! Olhe comigo a centúria
Do passado. Veja o bonito.

(Rezo ao contrário)
Devo prender o ar.
Deixar as noviças
Açoitas de minha língua.

É a razão que o mundo procura.

Devo estar poeta louco
Sozinho no rebento de
Verso mole
Verso esporão
Verso senhorial-estúpido.

(Riso)
Ah! Ora, minha nega!
Nega, minha, que nunca...
Nunca lê linha minha

Essa me expulsa de teu corpo
Sem saber dos pecados
Que sou.

Devo estar menino-escravo
Livre o bastante de não querer
Dizer ao Conde de Lá Da Puta Que Pariu
Que verso meu
Só é mel
Em boca
De nega virgem
Nega boa.

Devo estar em Nice
Acompanhado de outros
No sanatório das ideologias.

Já não sei.

E Acabo conversa prosa
De poema dengo
Com a dúvida
Do que sou
E do que me faz (ser).

Enfim, poesia...

By Camila Passatuto

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sobre qualquer ironia


Sou de prazeres na vida.
De ser o mau ser
Amar em questões
Fazer distrair.

Assobios
Que de mim
Em mim
Te querem

Afazeres na vida.
Sou palhaço
Remo maresias
Faço distrair.

Longe daqui
Bate taverna
Palavras mansas.
Fácil distrair.

Meu sangue encanta
Molha praça
Quem quis e não quis...
Fácil destruir.

Tenho afazeres na vida
Não recebo em troca
Honra nem comida...
(É poesia feita sem escolta).

E os antigos
Que temem
Alamedas de vida
E longas prosas...

Ofereço o estender
Dos versos mesmos
Que te sempre
É tormenta.

E Por fim
O final me tem
Rezo palavras
Pecados adjuntos.

Puxe primeira rima
Irei soneto eterno
Por ti, divina
E não importa os riscos.

... sou só prazeres na vida.

 By Camila Passatuto

Divida


Desenrolou seus prazeres cedo demais, era uma narrativa confusa. Mas que ponteiro a que tempo? Ora! Era breve e tendencioso em seus sorrisos. Largo em brancura de pele, abatido pela febre dos homens. Meu jovem amigo sumiu em si, morreu por nada, sem almejar poesia e esqueceu-se de gravar suas preces.
Todo dia, quando a atmosfera da solidão fere nosso espaço, lembro-me dos dessabores que provava entre dissabores alternados. Não era de se acreditar em palavras ditas por donos de pastos. Ah! E todo dia vinha àquela liberdade que se fazia em criar.
Hoje... só flores sobre ti. O cheiro de morte sempre embrulha meu estomago, mareja meus olhos e enlouquece sua falta. E sei que desenrolou da vida um pergaminho que era meu, colocou no bolso de trás e nunca mais, sei lá o porquê... nunca mais me devolveu.

By Camila Passatuto