Biografia da Autora

Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Escreve desde os 11 anos e começou atuar nos meios digitais, com blogs e participações em revistas digitais, em 2007. Alguns trabalhos e participações: 2010, e-book “Apenas o Necessário”, co-autora da Antologia de micro contos reunidos pela Poesis, em parceria com a ETC Bienal, Fundação Volkswagen e Governo do Estado de São Paulo; 2012, Antologia “Nossa história, nossos autores (Editora Scortecci); 2013, escritora exposta na mostra de Twiteratura no Sesc Santo Amaro.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Três e terço

(Mãos dadas) A diferença de tonalidades em harmonia difere do oposto de temperatura... Cor mais quente sensação fria, cor fria sensação quente, cor que mescla é confusão.
Trêmulo o triangulo sem base. (A ação)
 (Ruptura) O aborto do outro e do outro, em mim não é vazio, apenas a percepção do molde que a mão esquerda sempre foi. Só, morna, parda e minha.

By Camila Passatuto

Nós


Esperamos em singular
Cada gota de razão
Sem métrica
E Repetição.

Somos atolados
Bitolados de si
Comunicamos
Entrelaçados.

Nula rima
Asperos esquemas
Entre tralhas
Pousa nossa alma e poema.

By Camila Passatuto

quarta-feira, 21 de março de 2012

Tédio na rua 5


Queimado do bafo de aço.
Ai! Fuligem de mim
Em casa espera pão
Que amassa o coisa ruim.

Desfigurado do perdão
Que morreu sob pneus
Permaneço sem...
Reviro-te o resto.

Em banco de praça
(Observoou)
A tristeza-puta
Sobe em mim escadas.

E como homem moderno
Abro um livro velho
Ignoro meu pensar:
“Verso branco é sem rimar”

By Camila Passatuto

quarta-feira, 7 de março de 2012

Carta Pedido de Castanho César Preto


Seus cavalos avançam nossas terras, pisam nossas flores e matam nossas crianças. Suas lanças invadem nossos crânios ocos e suas risadas embalam o cortejo das almas ao ínfimo de universo em azul.

Após o vermelho de homem, o fogo dança em luxúria de ser sobre o que foi nosso lar e nossa praça. Os cercos de inocência que os velhos já jaziam em tardes sem pássaros... Daquilo vocês beberam em após de nós, com a saliva doce e os gemidos de pesares vultuosos.
Suas mãos imperam nossas certidões e decorrem sobre nosso pequeno legado de sociedade; suas velhas machucam nossa terra boa com o fino de seus sobressaltos de meninas iaiás sem as vírgulas de um macho em seus seios mal feitos.

Estamos chão abaixo, apenas em capricho de papéis ocorrido em sala qualquer, em bairro qualquer, em poder qualquer de cegos mandamentos sistemáticos e alheios à nossa simples presença de vida amorosa com a paz de ser gente de pé cascudo e de pele frita pelo rei Rá que tanto do outro lado do mundo olhou por irmãos de Egito. Estamos cova rasa de muitos corpos, estamos ladainhas sem fim na canoa de Hades, alugadas com pressa e sem prazo de entrega.

Senhorzinho, só venho aqui, de mau escrita e boa vontade, falar nessa carta que podia ser menos doído para meu povo dengoso ao pôr do sol; Senhorzinho, da próxima vez rabisca a ignorância em crânio de Senhorzinho e se doer muito, não faça não, por favor.

By Camila Passatuto

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sem concreto

Som absurdo
Cobre
O ar que relata.

Hematoma
Veterano-refém
Das ilhas artificiais.

Pertence elemento
Em caos materno
Dê e pare, desaconselho.

Rima fantasma
Esmaga e trata
De boas às poucas palavras.

By Camila Passatuto