Biografia da Autora

Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Autora do livro "TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada" (Editora Penalux, 2017). Escreve desde os 11 anos e começou atuar nos meios digitais, com blogs e participações em revistas digitais, em 2007. Alguns trabalhos e participações: 2010, e-book “Apenas o Necessário”, co-autora da Antologia de micro contos reunidos pela Poesis, em parceria com a ETC Bienal, Fundação Volkswagen e Governo do Estado de São Paulo; 2012, Antologia “Nossa história, nossos autores (Editora Scortecci); 2013, escritora exposta na mostra de Twiteratura no Sesc Santo Amaro.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobre o que a alma soube quando sob tudo estava.

Sim, eu amo escrever. Sim, eu amo sentir medo e superar. Sim, eu sei que a vitória chega quando a paz reina na alma. Sim, o futuro começou lá no passado. Sim, eu não falo mais: não. Sim... eu acho que mais uma vez eu entendi um pouquinho sobre ser feliz.

by Camila Passatuto

sábado, 12 de fevereiro de 2011

distorção emblemática

Toda mente precisa de som dissonante
que faça pensar
que faça reagir um dom.
E o rei se associa a diamantes
associação em quem
associação além
Criticantes passivos, olhe o que sou...
olha onde estou
olha onde vou
e vou além a quem.
sou eu que faço isso girar
sou eu o escândalo a te agravar
sou eu que estou por aí
sou eu o dono dos 'psiu'
sou eu que dou o tom
que sou o som
sou eu, sou eu.
sou eu que faço poesia.
atiro na rima
material para suas críticas.
sou eu que bagunço o cabelo
não uso espelho. sou eu
as roupas, as falas...
sou eu que movimento as madrugadas.
Olha aí, sou eu o dono da calçada.
cerveja quente derramada
e na alma a vontade de espalhar o que salva.
sou eu que ando pela rua
que faço as cores
que sinto as dores de todos os jovens.
sou eu que os ollho... nos olhos
e vejo o brilho de um maior propósito.
sou eu a realidade de suas estatísticas, covardes.
Xamã das camas
peixe sem escamas
urbano, caipira
da Paraíba ou de Brasília.
Sou eu o bicho solto
sem rede, sem gaiola.
sou eu a juventude, meu velho,
que já não toca em vitrola.
Vem; explica um pouco
mais desses prazeres
um pouco
mais desse poder
Vem, descobre em nós
a realidade dessa época.
Porque eu sou etéreo,
solo de algum instrumento.
existo no momento
sonoro
quando passa sou memória,
no silêncio.
Porque eu sou o agora
o índice do que virá.
eu sou milênios escavados
Sou poeta eslavo
pequeno
livre
ex-cravo.
Por quê?
sou voz
bateria
guitarra
e baixo.

(by Camila Passatuto)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vida...

Chego ao monte
Sou rei
Vejo seus desertos
Daqui..


Quem segue
Meus versos
Não vê
A tristeza residir.


Chego ao mar
Sou Poseidon.
tridente na mão
Inferno-me de ti.


Quem se procura
em meus passos
Na estrada
Nada, pois nado.


Chego em mim
Sou velho
deito
findo e fim.


Quem me quer;
Esperança,
essa sim
rima, vive e não cansa.


Não cansa
como esse
poeta
que morre
vira matéria em livro didático
e no túmulo
escreve
como quem
repele
a força
poeta
que
o faz
coisa
eterna.


 (by Camila Passatuto)