Biografia da Autora

Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Autora do livro "TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada" (Editora Penalux, 2017). Escreve desde os 11 anos e começou atuar nos meios digitais, com blogs e participações em revistas digitais, em 2007. Alguns trabalhos e participações: 2010, e-book “Apenas o Necessário”, co-autora da Antologia de micro contos reunidos pela Poesis, em parceria com a ETC Bienal, Fundação Volkswagen e Governo do Estado de São Paulo; 2012, Antologia “Nossa história, nossos autores (Editora Scortecci); 2013, escritora exposta na mostra de Twiteratura no Sesc Santo Amaro.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Menina

Olha, menina minha,
De suas lágrimas
Fez-se o lindo lago
Que te banhas feliz.

Olha, minha menina,
Curei as cicatrizes...
A pele está macia,
Agora acaricia.

Olha, menina linda,
Abre teu sorriso,
É nisso que eu
Sempre me inspiro.

Olha, menina minha,
Me inventa
Me ausenta.
Policia minhas malícias.

E caso o acaso quebrar
Os sonhos dos versos...
Lembra, minha menina,
Tudo na vida reinicia...

By Camila Passatuto

3 comentários:

Fabio Rocha disse...

Tudo reinicia novo, exceto o Windows...

LADY DARK ANGEL disse...

Adorei o comentário do Fábio Rocha, rsrsrs.Às vezes me sinto com um personagem de desenho, não importa o quanto o personagem fica forte e mais forte sempre aparece alguém e derruba ele, e ai ele encontra algo por qu lutar e ai vence, não é uma metáfora da vida?

Fabíola disse...

Oi. Boa tarde. Gostei desse poema aqui. Na verdade, comecei a ler o primeiro vir para esse segundo e, entre os dois que li, gostei, especialmente, dele, principalmente da parte onde vocçe diz que as cicatrizes foram curadas e agora a pele está macia. Agora me acaricia. Eu adorei essa parte. Não sei se foi essa sua intenção no texto, mas esse trecho do sue poema me sugere um amor que ficou impossibilitado de prosperar porque uma das partes guardava certas mágoas que trouxe esse empecilho... Esse poeminha se fosse musicado e colocado em forma de forró pé de serra, ficaria legal.. Só consigo ver santana, um forrozeiro de minha terra, cantando esse sue poema..

Tchau!