Biografia da Autora

Camila Passatuto nasceu em 1988, na cidade de São Paulo. Autora do livro "TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada" (Editora Penalux, 2017). Escreve desde os 11 anos e começou atuar nos meios digitais, com blogs e participações em revistas digitais, em 2007. Alguns trabalhos e participações: 2010, e-book “Apenas o Necessário”, co-autora da Antologia de micro contos reunidos pela Poesis, em parceria com a ETC Bienal, Fundação Volkswagen e Governo do Estado de São Paulo; 2012, Antologia “Nossa história, nossos autores (Editora Scortecci); 2013, escritora exposta na mostra de Twiteratura no Sesc Santo Amaro.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

douleur

Não existe ação, não existe mais nada agora. Por onde posso andar se não tem sua mão para guiar. Não existe vida em minha vida, é essa tristeza... Tristeza de ser assim como sou. Certa demais, leal ao extremo, sonhadora sem escrúpulos. Isso deve assustar, incomodar... O tom firme para até nas horas que mais dói, para além da dor que por dentro não só corrói... Mata. E os inimigos me atacam, amor. Foram tantas flechas injustas sobre meu corpo, e por onde vai você nessas horas, eu tenho medo... Eu tenho dor.

Vou me cegando de tanto trabalhar, alienando-me de mim, da minha dor... As horas não podem passar limpas, tenho que me ocupar, não mais pensar... Solução essa de não mais sofrer. E o quanto isso é difícil, rimas, só eu posso dizer.

O frio volta e não quero proteger meu corpo, deixa assim... Secando e abrindo fendas em mim. Não ligo não me sou importante se tenho que viver só para mim. Deixa assim, mesmo que eu não queira, vou me sumindo... Aos poucos e quando a fraqueza consumir minha carne eu vou... Vou voar livre de corpo, mas presa em tudo que me pertence...

Não existe ação, não existe mais nada agora. E os inimigos avançam, os amores recuam... E eu me encolho num canto qualquer, chorando baixinho, com a única coisa que me abriga...

a dor.


By Camila Passatuto

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Um comentário:

Pobre esponja disse...

Já é um abrigo... se é pra chorar eu escancaro: acabo a festa... vem chorar comigo todo mundo, vem

abç
Pobre Esponja